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Notícias / Judiciário

25/01/2021 às 10:33

Desembargadora faz as sobrancelhas durante julgamento e advogados se indignam; veja vídeo

Postura de desembargadores causou revolta nas redes sociais por parte de advogados

Camilla Zeni

Desembargadora faz as sobrancelhas durante julgamento e advogados se indignam; veja vídeo

Foto: Reprodução

A desembargadora Serly Marcondes Alves, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), foi flagrada participando de uma sessão de julgamento enquanto estava fazendo as sobrancelhas, em um centro estético. 

O caso inusitado aconteceu na última quinta-feira (21), durante julgamento na Câmara de Direito Privado. Nesse fim de semana, ao ser publicado pelo portal Migalhas, viralizou nas redes sociais, causando indignação.

Assistindo à transmissão é possível notar que, durante o julgamento de um recurso movido contra a empresa Águas Cuiabá, a desembargadora aguarda para o início do procedimento estético com a câmera ligada. Quando a magistrada entra para a sala reservada, então, sua imagem ao vivo é desligada. 

Ocorre que, pouco tempo após desligar a câmera, a desembargadora é chamada para proferir seu voto sobre o processo, momento em que a câmera religa e é possível notar o ambiente onde a magistrada está.

Entretanto, Serly não foi a única magistrada a proferir voto de um ambiente "não convencional". No mesmo julgamento, o desembargador Dirceu Santos apareceu acompanhando o julgamento dentro do carro. Quando é convocado para proferir o voto, ele pede vista do processo.

Indignação

Nas redes sociais, o caso viralizou após a publicação do portal Migalhas, especializado no Poder Judiciário. 

Um dos perfis que deram luz ao caso foi o do professor Marco Antônio Araújo Júnior. Na publicação ele questiona se o ato dos magistrados é considerado uma infração, e lembra que o tratamento é diferente para os advogados. 

"Se fosse um advogado já estaria advertido, humilhado, oficiada a OAB e impedido de sustentar oralmente porque, como disse um ministro do STJ, é uma sessão e não uma corrida de carros", publicou.

Um dos comentários destaca a irresponsabilidade e falta de compromisso dos magistrados envolvidos. "Fico inconformado quando vejo situações como esta. A sessão não estava marcada? Os desembargadores não sabiam do seu compromisso? Por que não estavam presentes de forma respeitosa?", questionou.

O que diz o TJMT
Procurada pelo Leiagora, a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça informou que não vai se pronunciar a respeito do caso. Questionados, também informaram que o TJMT não possui protocolo para as sessões remotas, adotadas no início da pandemia da covid-19 em 2020. 

Para conferir a sessão de julgamento, clique aqui.

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