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21/02/2021 às 08:00

Mendes dá 'bronca' em deputados e diz que polêmica como a do PLC 36 cria desgaste

O democrata afirmou que estuda a possibilidade de elaborar uma nova proposta para mudar a regra de contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas

Da Redação - Kamila Arruda / Da Reportagem Local - Camilla Zeni

Mendes dá 'bronca' em deputados e diz que polêmica como a do PLC 36 cria desgaste

Foto: Michel Alvim - SECOM/MT

O governador Mauro Mendes (DEM) voltou a criticar os deputados estaduais pela aprovação do projeto de lei complementar nº 36/2020, que alterava a regra previdenciária para aposentados e pensionistas do estado.

O democrata afirmou que os parlamentares deixaram de lado uma proposta viável, elaborada pelo Executivo, para adotar "um processo errado". Mauro se referiu à inconstitucionalidade do PLC, proposto pelo deputado Lúdio Cabral (PT), e que, ainda assim, chegou a ser aprovado pelos deputados da Assembleia Legislativa.

“Tinha uma proposta viável lá na Assembleia, mas os deputados não quiseram e fizeram tudo errado. Lamentavelmente, fizeram errado e nós tivemos que vetar, e eles mantiveram o veto”, comentou à imprensa, nesta semana.

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Mendes pediu que os parlamentares respeitem a Constituição Federal ao elaborar esse tipo de propositura, que mexe com o orçamento do Estado, e alfinetou que "se eles são legisladores e fazem leis, têm que respeitar a maior lei do país". "É muito simples. Senão a gente fica criando ruído o tempo inteiro. É um desgaste gigante”, completou. 

Em razão da manutenção do veto ao PLC, os deputados se articularam para a criação de uma comissão especial que poderá apresentar uma nova proposta para a alteração nas regras previdenciárias. Essa comissão foi formada na semana passada e tem, em sua maioria, deputados que compõem a base do governo. A expectativa é que, com isso, consigam encontrar uma proposta que seja viável para o Executivo e, ao mesmo tempo, agrade os servidores públicos. 

Em relação ao grupo de trabalho da Assembleia, o governador afirmou que continuará a negociação sobre o tema. Mauro avaliou que estuda a possibilidade de encaminhar um projeto, 
mas não garantiu que vai acatar imposições da Assembleia Legislativa.

“Essa nova proposta tem que nascer no Executivo. Pode ter dialogado com o Legislativo, com a sociedade, mas é uma proposta do Executivo”, enfatizou.

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