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22/02/2021 às 07:12

Delegado-geral ameniza crise entre MP e PJC e diz que grampolândia 'é caso isolado'

Órgão ministerial acionou a Justiça para obter acesso aos inquéritos do caso das escutas ilegais

Da Redação - Eduarda Fernandes / Reportagem Local - Camilla Zeni

Delegado-geral ameniza crise entre MP e PJC e diz que grampolândia 'é caso isolado'

Foto: Camilla Zeni / Leiagora

O delegado-geral da Polícia Judiciária Civil, Mário Dermeval Aravechia de Resende, amenizou o atrito da instituição com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), após o órgão ministerial acionar a Justiça para obter acesso aos inquéritos da “Grampolândia Pantaneira”.

Diferente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Mato Grosso, que em nota classificou a iniciativa do MP como “lamentável, descabida e desnecessária”, o delegado-geral exaltou a boa relação entre as instituições.

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“O Ministério Público, aqui no Estado de Mato Grosso, trabalha alinhado com a Polícia Civil, nós respeitamos demais a instituição do Ministério Público e eles também têm retribuído, nos dando toda a valorização. Então não há nenhum tipo de atrito, isso é um fato isolado que não reflete o que realmente acontece na boa relação que se estabeleceu com muito trabalho por parte das duas instituições”, disse em entrevista concedida à imprensa na manhã desta sexta-feira (19).

Dos oito inquéritos em andamento na Polícia Civil, o MP solicitou informações referentes a três. O promotor pediu que a Justiça determine o compartilhamento em até 10 dias e, em caso de descumprimento, que seja determinada busca e apreensão dos inquéritos policiais.

O esquema ilegal de espionagem conhecido como “Grampolândia Pantaneira” foi operado pelo núcleo de inteligência da Polícia Militar de Mato Grosso, entre 2014 e 2015. Cerca de 80 números de telefone foram grampeados. O caso veio à tona em 14 de maio de 2017, quando o promotor e ex-secretário de Segurança Mauro Zaque confirmou em entrevista ao Fantástico que o então governador Pedro Taques tinha ciência desde 2015 do esquema de arapongagem existente na sua equipe para espionar adversários.

Desde então, a investigação já subiu para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e desceu novamente para a Polícia Civil, onde é conduzida pelas delegadas Ana Cristina Feldner e Jannira Laranjeira.

Quanto ao prazo para conclusão dos trabalhos, o delegado-geral da PJC ressaltou que não interfere na atuação da força tarefa e que a equipe tem autonomia para conduzir a investigação.

“A força tarefa tem trabalhado de maneira incessante, porém, não dependemos só da Polícia Civil para que os resultados sejam apresentados, havendo a necessidade de que outras instituições, outros órgãos também apresentem os documentos necessários à materialização das informações. Então, talvez, alguns dos problemas que possam estar atrapalhando a finalização dessas investigações, estejam relacionadas a isso, mas como eu disse anteriormente, não sei de detalhes da investigação e a diretoria não interfere em absolutamente nada nesse sentido”, concluiu.
 

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