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Notícias / Judiciário

26/02/2021 às 11:47

Sinpen pede a Ministério Público que decrete ‘lockdown’ em Mato Grosso

Além do 'lockdown', o sindicato pede a construção de hospitais de campanha ou adaptação de estabelecimentos para disponibilização de novos leitos de UTI

Eduarda Fernandes

Sinpen pede a Ministério Público que decrete ‘lockdown’ em Mato Grosso

Foto: Agência Brasil

O Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso (Sinpen) pede a decretação de “lockdown” em todo o Estado de Mato Grosso, ou pelo menos nos municípios que estejam classificados com risco alto na Taxa de Crescimento da Contaminação (TCC) por coronavírus. O pedido é assinado pelo presidente, Arlindo Cesar Ferreira dos Santos, e pelo diretor do sindicato, Dejamir Souza Soares, e foi encaminhado ao Procurador Geral de Justiça, José Antônio Borges, nessa quinta-feira (25).

No boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) ontem, Cuiabá e Várzea Grande foram classificadas com risco alto de contaminação por coronavírus. Outros 11 municípios também foram classificados dessa forma, são eles: Rondonópolis, Primavera do Leste, Sinop, Nova Xavantina, Sorriso, Barra do Garças, Poconé, Cáceres, Pontes e Lacerda, Nova Mutum e Cotriguaçu.

Leia também - Cuiabá, VG e mais 11 cidades são classificadas com risco alto de contaminação de covid-19

Além do “lockdown”, o sindicato pede a construção de hospitais de campanha e/ou adaptação de estabelecimentos para disponibilização de novos leitos de UTI na Capital, Várzea Grande e nas demais cidades-polo do interior de Mato Grosso. Sugere que isso seja feito, ainda que em parceria com a iniciativa privada, visando distribuir melhor os leitos de UTI para todo o Estado e evitar a sobrecarga dos poucos disponíveis no sistema de saúde.

Justificativa
O sindicato argumenta que a categoria de enfermagem vem desempenhando ao longo do último ano uma luta incansável para combater a pandemia, de modo que o poder público precisa empenhar esforços para, juntamente com as entidades representantes das categorias que trabalham na linha de frente, construir medidas que busquem impedir a propagação comunitária sem controle do vírus.

“O que se viu desde o início do mês de fevereiro e mais especificamente nessa última semana do mês de fevereiro/2021, foi o aumento significativo do número de infectados, de internações e de óbitos”, aponta o Sinpen ao projetar que esse cenário tende a piorar ainda mais, podendo ultrapassar os números da primeira onda no Estado, em razão da confirmação de caso da variante inglesa da covid-19 em Mato Grosso.

Aliado a isso, o sindicato alerta que nos boletins oficiais emitidos pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), há um vertiginoso aumento do número de contaminados, internações e óbitos, tanto na Capital quanto no interior do Estado.

Para o Sinpen, não houve esforços dos entes púbicos para estruturar a rede de saúde pública com o objetivo de se preparar para a segunda onda da pandemia. “E mesmo com a dramática situação que se aproxima, não se identifica nenhuma medida mais efetiva para conter a propagação do vírus”, completa.

Por fim, ressalta que o último boletim divulgado pela SES, que demonstra que 83,90% das UTIs estão ocupadas, com apenas 67 leitos disponíveis, coloca em alerta máximo o sistema de saúde, recomendando a adoção de medidas enérgicas.

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