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Notícias / Judiciário

04/04/2021 às 08:00

Procuradora que atropelou gari em 2018 pode fazer acordo para não ser condenada

Darliney Silva Madaleno teve uma das pernas amputadas em razão do acidente. Ainda hoje ele não foi indenizado pela procuradora

Camilla Zeni

Procuradora que atropelou gari em 2018 pode fazer acordo para não ser condenada

No detalhe, o ex-gari Darliney

Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) propôs acordo de não persecução penal para a procuradora aposentada Luiza Siqueira de Farias, acusada de ter atropelado o gari Darliney Silva Madaleno em 2018.

O acordo é uma possibilidade de que a procuradora se livre da ação criminal movida pela tentativa de homicídio, que resultou, inclusive, no amputamento de uma das pernas do gari.

Entretanto, para a celebração do acordo, a procuradora, além de confessar o crime, terá que comprovar a indenização por danos morais e materiais sofridos pela vítima, pagar multa de 50 salários mínimos, o equivalente a R$ 55 mil, e se comprometer a não se envolver em novos delitos de qualquer natureza, pelo período de dois anos.

A proposta, porém, também terá que ser homologada pelo Poder Judiciário, após uma audiência entre as partes. Se homologado o acordo, a procuradora ainda terá que comprovar, todos os meses, o cumprimento das condições do acordo, e não poderá se mudar de endereço ou de telefone sem comunicar previamente à Justiça.  

Atropelamento

O acidente aconteceu por volta das 3h do dia 20 de novembro de 2018, na Avenida Getúlio Vargas, em Cuiabá. Luiza dirigia um Jeep Renegade quando bateu contra a traseira de um caminhão de coleta de lixo. O veículo estava parado na faixa esquerda da avenida e o gari Darliney, à época com 41 anos, acabou prensado. 

Com o impacto da batida, o gari teve a perna amputada e não voltou mais à atividade. Na época, o caso ganhou grande repercussão, uma vez que, segundo a Polícia Civil, o teste do bafômetro comprovou que Luiza estava embriagada. 

A denúncia do crime apenas foi oferecida pelo Ministério Público sete meses depois. Ela foi acusada de lesão corporal culposa de natureza gravíssima e direção sob efeito de álcool.

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