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06/04/2021 às 11:22

Em menos de 10 dias, quatro membros da mesma família morrem de covid

O falecimento mais recente aconteceu na manhã desta terça-feira (6).

Luzia Araújo

Em menos de 10 dias, quatro membros da mesma família morrem de covid

Foto: Reprodução

Quatro pessoas de uma mesma família morreram em decorrência da covid-19, em menos de 10 dias, em Cuiabá. Entre as vítimas está o sargento da Polícia Militar, Arilson Miranda de Souza, que morreu no último domingo (4), após ficar oito dias internado, no Hospital Estadual Santa Casa. 

O falecimento mais recente aconteceu na manhã desta terça-feira (6). Georgina Ferreira de Figueiredo, madrasta do sargento faleceu no Hospital Referência da Covid, após 15 dias internada na unidade de saúde. 

O pai do militar, Ângelo Soares de Souza e a tia de Miranda, Ana Maria Francisca da Silva, morreram uma semana antes do policial. O irmão do sargento, Acimar Miranda de Souza, foi diagnosticado com a doença e se encontra em isolamento.  

A reportagem conversou, por telefone, com Acimar, que relatou momentos complicado durante as internações dos parentes, dentre elas a falta de oxigênio e até mesmo problemas no funcionamento do ar-condicionado. 

Acimar relatou ter conversado com o sargento antes dele morrer. No dia, o militar contou que o aparelho de ar-condicionado do quarto onde estava internado tinha parado de funcionar e estava passando calor. “Sai igual um louco para encontrar um técnico para arrumar, mas não me deixaram entrar. Por fim, chamei o pessoal da televisão, aí que eles deram um jeito de arrumar. Isso era por volta das 23 horas”.

Acimar também reclamou do atendimento recebido pelo seu pai na Policlínica do Verdão. “Eles não dão comida para as pessoas. Eles colocam a pessoa lá e querem que ela sobreviva só com pensamento. Eu fui lá para dar comida para o meu pai e ele me falou: filho, quase me mataram aqui. Acabou meu oxigênio, eu comecei a passar mal e eles não conseguiam achar a chave para trocar o oxigênio”.

Para Acimar, o sentimento é de revolta. “A pessoa doente e passando por isso ainda, é revoltante”.

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