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13/04/2021 às 08:39

Deputado pede revogação de medalha Tiradentes concedida a Dr. Jairinho

Essa é uma homenagem dada pelo estado a personalidades que tenham prestado bons serviços à sociedade. Padrasto de Henry ganhou em 2007

Metrópoles

Deputado pede revogação de medalha Tiradentes concedida a Dr. Jairinho

Foto: Divulgação/Câmara Municipal do Rio

O deputado Noel de Carvalho (PSDB) pediu a revogação da medalha Tiradentes concedida ao médico e vereador Jairo Souza Santos, o Dr. Jairinho, (sem partido). O pedido foi protocolado na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), nessa segunda-feira (12/4).

Jairinho é padrasto do menino Henry Borel Medeiros, 4 anos, morto no último dia 8 de março. Ele e a mãe, Monique Medeiros, foram presos acusados do crime na última quinta-feira (8/4), um mês depois da morte do menino.

A homenagem a Jairinho foi entregue pelos parlamentares em 2007. A medalha é a máxima honraria concedida pelo estado a personalidades que tenham prestado bons serviços ao estado, ao Brasil e à humanidade.

“É inimaginável que alguém cometa qualquer ato violento contra quem quer que seja, principalmente quando a vítima é uma criança, que não tem como se defender. É um ato muito covarde que se torna ainda mais repulsivo quando essas agressões resultam em morte. A morte do Henry, que agora é um anjo, dói na nossa alma”, afirmou Noel de Carvalho.

Carvalho é autor da lei 4.725, de 15 de março de 2006, que obriga a notificação compulsória à autoridade policial e ao Conselho Tutelar, por parte das direções dos estabelecimentos de ensino e de saúde públicos e privados, localizados no Estado do Rio de Janeiro, nos casos de violência contra a criança e o adolescente. A cassação da medalha será submetida ao plenário da Alerj.

Caso Henry

Monique e Jairinho tiveram a prisão preventiva decretada por 30 dias pelo 2º Tribunal do Júri. De acordo com as investigações da 16ª DP (Barra da Tijuca), eles vão ser indiciados por homicídio duplamente qualificado.

O menino Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo Leniel Borel, o pai da criança, ele e o filho passaram o fim de semana anterior normal.

Por volta das 19h do dia 7, o pai o levou de volta para casa, onde morava com a mãe e o padrasto. Mensagens entre a mãe e a babá Thayná de Oliveira Ferreira revelaram que o garoto foi agredido pelo vereador pelo menos uma vez.

No primeiro depoimento na delegacia, Thayná mentiu, mas voltou atrás ao prestar novas declarações à polícia nessa segunda-feira (12/4) e disse que Monique pediu a ela que mentisse à polícia.

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