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Notícias / Polícia

13/04/2021 às 09:15

PF apreende celulares utilizados para fraudes no auxílio emergencial

Os agentes identificaram a participação de outros integrantes no esquema criminoso que consistia em desviar recursos do benefício que deveria ser pago para as pessoas mais necessitadas

Luzia Araújo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (13) a 2ª fase da Operação “ET Caterva”, para desarticular uma organização criminosa especializada em aplicar fraudes no benefício social Auxílio Emergencial e em Precatórios Judiciais. 

A 2ª fase foi desencadeada após análise parcial dos itens apreendidos na 1ª estapa da operação. Os agentes identificaram a participação de outros integrantes do esquema criminoso em desfavor das parcelas do auxílio emergencial.

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Nesta terça-feira (13) são cumpridos três mandados de busca e apreensão, sequestro de bens e dois mandados de prisão preventiva expedidos pelo Juiz da 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Cuiabá.

Na ação, foram apreendidas centenas de aparelhos de telefones celulares nas residências dos envolvidos no esquema. A suspeita é que os aparelhos sejam utilizados no cadastramento do aplicativo “Caixa Tem” a fim de efetuar os saques das parcelas do auxílio emergencial.

O esquema 

Na 1ª fase da operação, foram identificadas fraudes no recebimento indevido de precatórios judiciais, que resultaram no levantamento ilegal de mais de R$13 milhões em precatórios judiciais, além de mais de R$2,7 milhões em tentativas de saques em várias regiões do país.

A organização criminosa cooptou servidores de instituição bancária, os quais forneciam informações sobre precatórios à disposição para saque, sendo que também foi constatada a participação de servidores do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).

No ano de 2020, após a interrupção temporária do pagamento de precatórios pela Caixa Econômica Federal, os integrantes da organização criminosa passaram a cometer fraudes em detrimento de parcelas do Auxílio Emergencial, sendo efetuados mais de 1570 saques de benefícios, entre os meses de abril de 2020 e março de 2021, resultando em um prejuízo superior a R$1,3 milhão.

Na 1ª fase foram cumpridos 12 mandados de prisão, 77 mandados de busca e apreensão e sequestro de bens e, ainda, nove medidas de suspensão do exercício da função pública. Foi apreendida a quantia de R$910.954,00 em espécie, em poder dos investigados, além de veículos e outros objetos de valor.

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