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Notícias / Polícia

13/04/2021 às 22:17

Diretor da Câmara preso por desacato nega acusações e diz ser vítima de abuso de autoridade

Kleberton Feitoza Eustáquio afirma que os agentes é que o trataram de forma rude

Eduarda Fernandes

Diretor da Câmara preso por desacato nega acusações e diz ser vítima de abuso de autoridade

Foto: GMVG

O diretor da Câmara dos Vereadores de Várzea Grande, Kleberton Feitoza Eustáquio, preso na madrugada domingo (11) após desacatar e ameaçar agentes da Guarda Municipal e policiais militares, emitiu nota de esclarecimento contando sua versão do ocorrido.

Kleberton conta que na data do ocorrido, estava em sua residência com sete amigos quando dois agentes da GMVG compareceram ao local, juntamente com dois servidores da Vigilância Sanitária, os quais se apresentaram como fiscais sanitários.

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Ele relata ter se apresentado como proprietário da residência e negou que houvesse aglomeração no local, já que estariam cumprindo o Decreto Municipal nº 42/2021, quanto ao número de pessoas para aquele ambiente, pois o espaço tem capacidade para 36 pessoas. O decreto limita a ocupação de espaços a 20% da capacidade em razão da pandemia.

“Neste momento o GM Laurindo, de forma rude, informou que iria apreender todos os veículos que estavam na rua, sendo que alguns eram das pessoas que estavam em minha residência e outros dos vizinhos. Diante disso, pedi ao GM Laurindo que tivesse calma, sendo que fui retrucado pelo mesmo que me disse que iria acionar reforço policial, via CIOSP. Saliento que em nenhum momento me identifiquei como servidor da Câmara Municipal ou aduzi que iria ‘atrasar a promoção dos guardas municipais’, haja vista que nem mesmo teria esse poder/atribuição”, declara na nota.

O servidor diz que, em seguida, chegaram quatro viaturas da Polícia Militar, “sendo que o 3º Sargento Oliveira, tomando frente da ocorrência, de forma agressiva, mandou que eu ‘calasse a boca’ e ficasse quieto”.

Kleberton garante que apenas pediu aos policiais que respeitasse as pessoas que ali se encontravam. “Diante disso, de forma violenta e constrangedora, fui algemado pelo 3º Sargento Oliveira e colocado dentro do camburão da viatura policial e levado à Delegacia de Polícia Civil. Ademais, informo que em nenhum momento desacatei ou ameacei as autoridades policias, mas pelo contrário, fui vítima de abuso de autoridade e tomarei as medidas legais pertinente ao caso”, acrescenta.

Quanto aos supostos cometimentos dos crimes de estelionato e formação de quadrilha, que segundo o boletim de ocorrência constam na ficha do servidor, ele pontua que não responde por eles e jamais fui condenado por qualquer crime, sendo inverídicas tais informações. Cita, neste sentido, que é possível verificar sua versão através das certidões criminais expedidas pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (1º grau - Certidão n º 5858110) (2º grau – Certidão n º 4896459), bem como pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (1º e 2º grau – Certidão n º 11957300/2021).

Kleberton ainda rebate apontando que consultou o site do TJMT e verificou a existência de ação criminal movida pelo MP em face do GM Laurindo, na qual responde pelo crime de homicídio doloso cometido contra uma mulher grávida. Além disso, cita a existência de ação criminal movida pelo MP contra o 3º Sargento Oliveira pelo do crime de Abuso de Autoridade, Lesão Corporal e Denunciação Caluniosa, “sendo que, somente, em posse dessas informações consegui entender o motivo de tamanha violência na abordagem policial que sofri”.

Outro lado
Sobre o ocorrido, a Guarda Municipal de Várzea Grande promete também emitir uma nota de esclarecimento.

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