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Notícias / Política

30/04/2021 às 07:00

Mauro: 'Um absurdo jogar contra termos mais vacinas no território nacional'

Governador rechaçou possibilidade de que pedido para importação da Sputnik V seja retaliação aos gestores estaduais

Camilla Zeni

Mauro: 'Um absurdo jogar contra termos mais vacinas no território nacional'

Foto: Tchélo Figueiredo

O governador Mauro Mendes (DEM) considerou absurda a hipótese de que a rejeição ao pedido de importação emergencial das vacinas russas Sputnik V tenha sido uma retaliação aos governadores que compraram, por conta própria, os imunizantes internacionais. 

A recusa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foi publicada na segunda-feira (26), depois de uma reunião extraordinária. Ao todo, 12 estados fizeram a compra dos imunizantes, que somaram 37 milhões de doses. Dessas, 1,2 milhão são de Mato Grosso. 

Questionado sobre a possibilidade de retaliação, Mauro chegou a dizer que deixaria para que os brasileiros e mato-grossenses julgassem o caso, mas acrescentou: “Eu não posso acreditar, porque seria um absurdo, um deserviço gigante para esse país, se alguém, seja quem for, jogar contra nós termos mais vacinas no território nacional”. A declaração foi feita durante evento do governo estadual nessa quinta-feira (28). 

Ao comentar sobre a vacinação, o governador voltou a criticar o cronograma de distribuição de doses do Ministério da Saúde, e afirmou que o ritmo de vacinação impresso no Programa Nacional de Imunização (PNI) é lento. Por isso, segundo ele, os gestores estaduais buscaram uma alternativa para acelerar o processo.

“O ritmo de vacinação do PNI está lento. Os cronogramas apresentados pelo Ministério da Saúde não foram cumpridos praticamente nenhum deles, com diversos problemas, e o que nós queremos é ajudar. Estamos indo atrás para ajudar. Seria muito tranquilo ficar aqui só criticando e reclamando. Então nós, governadores, estamos indo atrás, tentando comprar vacina, para ajudar o país, ajudar na retomada da economia, salvar vidas que é tão importante”, observou.

Agora, após a rejeição do pedido, segundo Mauro, o Consórcio Amazônia Legal e Nordeste, responsável pela compra dos imunizantes, trabalha para conseguir as documentações necessárias para a liberação da importação das vacinas. 

Segundo a Anvisa, o problema se deu porque os documentos não eram suficientes para comprovar a segurança da vacina. Sobre isso, Mauro já destacou que a Sputnik está em uso em mais de 60 países e ainda não houve relato de efeitos colaterais, com contrário de outros imunizantes, como a AstraZeneca. O grupo não descarta acionar o Supremo Tribunal Federal se for necessário.

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