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03/05/2021 às 14:28

Caso Henry: em carta, Monique diz que Jairinho é 'doente e psicopata'

Professora conta detalhes do relacionamento com o vereador e alega que sofria violência nas relações íntimas com o namorado

Metrópoles

Caso Henry: em carta, Monique diz que Jairinho é 'doente e psicopata'

Foto: Reprodução Internet

Em uma carta escrita da cadeia a parentes, Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, afirma que o vereador Dr. Jairinho (sem partido) “é um homem ruim, doente e psicopata”.

“Meu filho dizia que ele era um homem mau. E eu não acreditei”, diz Monique na carta. Ela e o namorado estão presos por conta do assassinato do menino Henry.

A carta foi divulgada pela edição do Fantástico desse domingo (2/5). Assim como o primeiro relato, esse segundo conjunto de mensagens traz uma versão diferente do depoimento que Monique prestou à polícia.

Ela conta o teria ocorrido nos dias que se seguiram à morte de Henry e acusa o primeiro advogado de ter montado uma farsa.

Na carta, Monique diz que o primeiro advogado só aceitaria o caso se eles se unissem e combinassem uma versão inventada, além de afirmar que ele cobrou R$ 2 milhões pela defesa do casal. Segundo a professora, o advogado também teria pedido que ela dissesse que não fazia ideia que estava levando o filho morto para o hospital.

Relacionamento de Monique e Jairinho

Na carta, Monique ainda diz que tinha um relacionamento doentio com Jairinho e alegou que “acreditava cegamente” no político.

“Depois que comecei a transcrever para o papel tudo o que ele fez comigo, em tão pouco tempo, que pude perceber o quanto fui usada, o quanto fui violentada, o quanto me humilhei e me rebaixei para fazer dar certo sobre um relacionamento de um psicopata”, narrou.

Segundo Monique, Jairinho “é um homem ruim, doente e psicopata”. “É triste, mas é verdade. Ele nos convence do contrário”, emendou.

“Hoje, sozinha, tendo vocês e ouvindo mais os detalhes de Deus em minha vida, vejo o quanto tinha um relacionamento doentio. Não sei se um algum dia vou conseguir superar tudo isso.”

Na carta, Monique pede ajuda ao pai. “Confie em mim. Eu poupava vocês do que eu vivia, porque eu também não enxergava”, escreveu.

Ela ainda conta que está sendo “apedrejada” na cadeia e sofre ameaças de morte, pois as outras presas acreditam que ela sabia das agressões de Jairinho contra Henry Borel.

Sexo

Monique ainda diz que Jairinho é viciado em sexo e alega que a vida íntima do casal tinha violência. “Jairinho me disse até que, antes de me conhecer, ele não beijava de língua nem fazia sexo oral. Nem gostava muito de transar, que achava que era assexuado, só tinha prazer em trabalhar e ganhar dinheiro”, lembrou.

“Depois que começou a namorar comigo, começou a gostar muito e queria transar ilimitadamente”, escreveu.

Segundo ela, as relações pareciam um “ritual”. “Ele sempre por cima e, na maioria das vezes, me enforcando — mas sem me machucar, era só fetiche da cabeça dele!”

“Ele me obrigava a dizer que ele tinha sido meu primeiro homem, minha primeira transa, o único homem que já amei, que eu nunca tinha ‘gozado’ antes. Todas as vezes que namorávamos, eu tinha que dizer as mesmas coisas, isso dava prazer a ele”, detalhou. “Mesmo eu tendo filho, eu tinha que dizer que ele tinha sido meu único homem”, destacou.

Agressões

Nas cartas, Monique ainda apresenta uma versão diferente do que defendeu até o dia de sua prisão, alegando que sofreu agressões por parte de Jairinho.

“Decidimos pedir uma sobremesa pelo iFood. Na hora que o entregador chegou e eu fui buscar na porta, o rapaz disse que era o dono da loja, que estavam começando e (…) desse a avaliação no iFood. Jairinho me perguntou o que o entregador tinha falado e eu contei exatamente como aconteceu (nada demais). Ele começou a me xingar de ‘p***’, (…) que eu não dava respeito à imagem dele”, contou.

“Ele pegou o telefone celular e enviou uma mensagem de voz para uma mulher amiga dele da vigilância sanitária, dizendo que tinha chegado uma sobremesa na casa dele, estragada, que ele estava passando mal (…) e pediu que ela fosse até lá, para interditar o local”, continuou.

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