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Notícias / Política

06/05/2021 às 11:05

Após operação, vereadores de oposição tentam emplacar CPI do Sinal Vermelho

Até o momento, contudo, o requerimento conta apenas com quatro assinaturas, enquanto precisa de nove para se instalar uma CPI

Kamila Arruda

Após operação, vereadores de oposição tentam emplacar CPI do Sinal Vermelho

Maysa Leão foi a autora do requerimento para instalação da CPI

Foto: Carol Siqueira / Câmara de Cuiabá

A oposição tenta mais uma vez criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito, desta vez para investigar o contrato referente aos semáforos inteligentes, porém, esbarra na falta de assinaturas para conseguir emplacar o procedimento investigatório, que é reflexo da Operação Sinal Vermelho, deflagrada nessa quarta-feira (5) pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).

Na sessão plenária desta quinta-feira (6), a vereadora Maysa Leão (Cidadania) anunciou que está recolhendo assinaturas para garantir a abertura de uma investigação sobre os semáforos inteligentes intitulada por ela como CPI do Sinal Vermelho. Ela ocupa a cadeira de Diego Guimarães (Cidadania), que está de licença médica, e, inclusive, chegou a comandar a CPI da Semob, na legislatura passada, mas acabou paralisada pela justiça e os trabalhos não foram concluídos. 

Até o momento, contudo, o requerimento conta apenas com quatro assinaturas. Além dela, também assinaram os vereadores: tenente-coronel Marcos Paccola (Cidadania), Michelly Alencar (DEM) e Dilemário Alencar (Podemos), que também pretendia apresentar um requerimento semelhante.

Para Maysa, esse tema tem que ser investigado pelo Parlamento Municipal. Ela, inclusive, lembra que na legislatura passada, os vereadores de oposição já tentaram investigar o tema, mas foram barrados pela justiça. “Este assunto já vem sendo discutido desde a legislatura anterior, já foi pauta nessa Casa. Precisamos investigar, são valores exorbitantes. A Prefeitura está marcada por grandes escândalos”, justificou Maysa.

Dilemário referenda o posicionamento de sua colega de Parlamento, e não poupa críticas ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Ele cita ainda que apresentou um requerimento de convocação do secretário Antenor Figueiredo em fevereiro deste ano, e ele se quer chegou a ser remetido ao crivo do plenário.

“Mais um escândalo da usina de escândalos que virou a gestão do atual prefeito. Foi muito importante a operação Sinal Vermelho, e já é o quinto secretário afastado, nunca na história da Prefeitura teve tantos secretários afastados por supostos esquemas de corrupção. Nós não podemos ficar quietos. Há 90 dias apresentei requerimento de convocação do secretário Antenor para explicar uma série de questões. Foi lido dia 4 de fevereiro, tem 90 dias esse requerimento, pedi várias vezes no colégio de líderes para colocar na pauta de votação, mas foi preciso a justiça afastar o secretário da Semob e o prefeito só demitiu porque ele foi afastado”, colocou o vereador.

A Operação Sinal Vermelho foi deflagrada nesta quarta-feira (5), e aponta um prejuízo de mais de R$ 500 mil aos cofres público. O contrato é oriundo de uma adesão a uma ata da cidade de Aracajú (SE). Na Capital, contudo, a Deccor aponta que a medida é impossível de ser implementada, uma vez que as condições do transito das cidades não são nem semelhantes, principalmente pelo fato de na cidade referência ter o BRT como modelo de transporte público. Modal bastante criticado inclusive pelo próprio prefeito. 

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