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14/05/2021 às 11:00

Empresário acusado de liderar esquema está em viagem mas vai se entregar, afirma defesa

Eder Pinheiro, dono da Verde Transportes, foi o único a ter mandado de prisão expedido. Além dele, foram alvos da operação o deputado Dilmar Dal'Bosco, o suplente Pedro Satelite e outras duas pessoas

Camilla Zeni e Kamila Arruda

Empresário acusado de liderar esquema está em viagem mas vai se entregar, afirma defesa

O empresário Eder Pinheiro, alvo da operação Rota Final

Foto: Alair Ribeiro

O Ministério Público de Mato Grosso não conseguiu cumprir o mandado de prisão preventiva expedido contra o empresário Eder Pinheiro. Ele é um dos alvos da terceira fase da operação Rota Final, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta sexta-feira (14), e o único que deve ser preso. 

De acordo com o advogado do empresário, Ricardo Monteiro, Eder Pinheiro está em uma viagem de negócios e, por isso, não foi localizado em sua casa, em Brasília (DF), para cumprimento da prisão. Entretanto, ele deverá se entregar. 

“Foram cumprir o mandado lá, só que ele está em viagem, mas tão logo ele retorne ele já vai se apresentar. Como hoje é sexta-feira ainda, está em cima da hora, então não sei se dá tempo [de se entregar hoje], mas é certeza que ele vai se apresentar, sim”, garantiu ao Leiagora. O advogado, porém, não respondeu se o empresário está no Brasil ou no exterior. 

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Segundo o Ministério Público, Eder Pinheiro, que é proprietário da empresa Verde Transportes, é acusado de ser o líder do esquema criminoso que praticava corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Pelo esquema, ele já foi alvo da primeira fase da Operação Rota Final, em 2018, deflagrada pela Polícia Civil com base em uma denúncia anônima. 

As investigações dão conta de que o grupo teria se articulado para fraudar uma concorrência pública promovida pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e pela Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager) em 2017. Na época, o governo Pedro Taques tinha a intenção de regularizar o sistema de transporte intermunicipal, que funcionava há anos de forma precária, sem licitação. 

Segundo a Polícia Civil informou à época, foi constatado que ele teria movimentado R$ 1 milhão, via contas da esposa, para pagamento de propina. O valor iria para que empresários desistissem da licitação, bem como para políticos.

Além do empresário, o presidente do Sindicato dos Empresários do Setor de Transporte Intermunicipal de Passageiros (Setromat), Júlio Cesar Sales Lima, também foi alvo de mandado. Ele teve a imposição do uso da tornozeleira eletrônica e está proibido de entrar em alguns órgãos públicos, manter contato com investigados e de deixar o Estado. 

A terceira fase da operação também teve como alvos o deputado estadual Dilmar Dal’Bosco e o suplente Pedro Satelite. As residências dos parlamentares foram alvo de busca e apreensão.

 
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