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11/06/2021 às 15:16 | Atualizada: 11/06/2021 às 15:17

CIB autoriza vacinação de lactantes e assistentes sociais, mas barra profissionais da comunicação

Camilla Zeni

A Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT) aprovou nesta sexta-feira (11) a vacinação de lactantes e  trabalhadores da Assistência Social contra a covid-19, mas barrou a dos profissionais da comunicação.

Desde o mês passado, quando o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), autorizou a vacinação de jornalistas, a imunização de trabalhadores da comunicação passou a ser debatida em todo o estado, considerando a importância do serviço. Isso porque a atividade de imprensa é reconhecida, inclusive por decreto federal, como essencial neste momento de pandemia.

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Entretanto, a imunização foi colocada em xeque pelo governo estadual, que se posicionou contrário e chegou a acionar o Ministério Público Estadual. 

Nesta sexta-feira, porém, membros da Comissão levaram o assunto para debate. A intenção era que todos os profissionais da comunicação, e não apenas jornalistas, pudessem se vacinar. Contudo, segundo a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde (SES), não houve consenso para aprovação da priorização desse público. 

Já a vacinação das lactantes, que são cerca de 44 mil mulheres em todo o Estado, foi aprovada. O secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressaltou que a Organização Mundial de Saúde já recomendava a imunização desse público. Nas próximas remessas de vacinas recebidas, as doses pactuadas para essa faixa já serão reservadas.

De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) mulheres lactantes vacinadas possuem anticorpos contra o coronavírus em seu leite mesmo após quatro meses da imunização.

Quanto aos trabalhadores da Assistência Social, ficou decidido que, após a conclusão da vacinação dos trabalhadores da Educação, 20% do quantitativo que chegar para a primeira dose será destinado a este grupo. Até o momento, não há uma data para o início da imunização, visto que a vacinação dos trabalhadores da Assistência Social está condicionada à conclusão da imunização dos profissionais da Educação. 
 
Com informação da SES
 
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