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12/03/2022 às 17:00

Vereador afirma que Emanuel está com medo de julgamento e por isso pediu férias

Da Redação - Kamila Arruda / Da Reportagem Local - Paulo Henrique Fanaia

O vereador Dilemário Alencar (Podemos) acredita que o licenciamento do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) se dará por medo de ser afastado do cargo novamente. Isso, porque está previsto para o próximo dia 16 o julgamento de um recurso apresentado pela Procuradoria da República, o qual visa derrubar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a liminar que garante a permanência do emedebista a frente do Palácio Alencastro.

No início dessa semana, o chefe do Executivo Municipal anunciou que irá tirar 15 dias de férias para se dedicar as conjunturas políticas visando o pleito de outubro deste ano. O emedebista se colocou como alternativa para encabeçar uma chapa rumo à disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

Para Dilemário, contudo, isso é uma desculpa para esconder o real motivo de sua ausência. “Quando ele [Emanuel] pede licença, diante da cidade toda esburacada, da cidade abandonada de ponta a ponta, está, no mínimo, de gozação com o povo cuiabano. Na verdade, ele está preocupado com o processo que ele pode ser afastado novamente da prefeitura”, enfatizou o parlamentar citando que Emanuel “está governando a nossa cidade pendurado em uma liminar”.

O oposicionista defende que o prefeito renuncie ao cargo para responder ao processo oriundo da Operação Capistrum. “Se o prefeito tivesse bom juízo, na verdade, ele pediria para sair definitivamente da prefeitura de Cuiabá, tiraria uma licença para responder esse processo que traz graves acusações que pesam contra ele. Agora, ele tirar férias com a cidade toda esburacada, aí ele está zombando com a inteligência do povo cuiabano”, finalizou.

Emanuel é acusado de usar os cargos temporários da Secretaria de Saúde como “canhão político” em troca de apoio político. Além disso, pesa contra ele a acusação de pagar o chamado “prêmio saúde” de forma desmedida, sem qualquer critério técnico.

Por conta disso, ele foi afastado do comando do Palácio Alencastro por meio da Operação Capistrum. Ele ficou pouco mais de 40 dias longe da Prefeitura. Neste período, ele ainda sofreu um novo afastamento no âmbito de uma ação civil pública.
 
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