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15/01/2024 às 17:00

Secretário do Mapa, Neri Geller diz que queda na produção preocupa e 'pode ser maior do que aparenta'

Da Redação - Renan Marcel/ Reportagem local - Jardel P. Arruda

O ex-deputado federal e agora secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller (PP), inicia nesta semana uma série de reuniões com representantes do setor produtivo a fim de tratar da crise na produção e das medidas que podem ser implementadas para evitar maiores prejuízos. 

A estimativa é de uma queda de 12% na produção, em comparação com o ano passado, devido à estiagem que atingiu os municípios produtores em Mato Grosso. Em números, segundo ele, deve haver uma redução de 10 a 15 de milhões de toneladas no estado. 

"Saiu a previsão de safra da Conab na semana passada: de 101 milhões de toneladas, que colhemos o ano passado, deve ir para 89 milhões, cerca de 12% em Mato Grosso. Mas também a queda do próprio preço, porque a queda aqui no Centro-Oeste está sendo compensada pela alta produtividade no Rio Grande do Sul e também na Argentina", explica Geller. 

Quanto à situação enfrentada pela produção agrícola no estado, Neri afirma que está aceso o alerta junto ao governo. Conta que esteve em municípios como Sorriso e Lucas do Rio Verde onde conferiu de perto o campo afetado pela seca. "Nós estamos discutindo isso. É um problema talvez maior do que aparenta. A seca realmente nos atingiu e tem gente que está colhendo 10, 15 sacas por hectares. Eu espero que fique apenas nessa queda de 10 milhões de toneladas, mas tem risco iminente de ser acima disso", avisa. 

Na Secretaria de Política Agrícola, ele deve tratar com as entidades representativas as propostas do governo federal para crédito aos produtores, seguro para a produção e as políticas de exportação. Dessa forma, politicamente, Neri Geller ganha protagonismo com o setor em Mato Grosso e no Brasil, enquanto o titular do Mapa, ministro Carlos Fávaro, segue empenhado na abertura de mercados internacionais consumidores. Geller também surge com uma bandeira branca ao setor, que se opõe a Fávaro por questões de política partidária ideológicas. 
 
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