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29/05/2024 às 16:13 | Atualizada: 29/05/2024 às 17:22

Coronel Fernanda promete deixar ideologia de lado para conversar com governo Lula

Da Redação - Vanessa Araujo / Da Reportagem Local - Jardel P. Arruda

A nova coordenadora da bancada federal de Mato Grosso, deputada Coronel Fernanda (PL), conhecida por sua oposição ferrenha ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), prometeu atuar sem viés ideológico, mas deixou claro que não abandonará seus princípios e crenças enquanto parlamentar de direta. De acordo com ela, um de seus objetivos é mostrar que as mulheres podem fazer diferença na política.

“Vou continuar agindo como estou agindo no Congresso com muita educação, com respeito, buscando proteger e promover as pautas de Mato Grosso, mas claro, sempre cumprindo os meus princípios, sempre cumprindo aquilo que eu acredito, não mudarei nada disso”, afirmou a parlamentar.

A parlamentar tem enfrentado questionamentos sobre seu poder de articulação, especialmente em relação ao Governo Federal, uma vez que é grande defensora do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No entanto, ressaltou que, apesar das diferenças com Lula, espera que as divergências ideológicas sejam deixadas de lado em prol do Brasil.

“O Lula tem que entender que ele tem que separar, uma questão é o que ele acha, o que ele pensa e a ideologia dele e outra é o que eu acho, o que eu penso e a minha ideologia. São questões separáveis. Agora a minha função como deputada federal ele tem que respeitar, assim como eu também respeito dele como presidente”, pontuou Coronel Fernanda. 

Quando questionada sobre seu poder de articulação, a deputada destacou que, apesar das diferenças, conseguiu os votos de Emanuelzinho (MDB) e Juarez Costa (MDB), além dos votos dos colegas de partido. “Eu fui tão articuladora, que nessa questão para que eu pudesse ser a líder, eu tinha os dois votos do MDB e cinco votos do PL, isso é uma articulação”, declarou.
 
Segundo Coronel Fernanda, seu interesse em liderar a bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional surgiu do desejo de representar as mulheres na política, ela disputou o cargo com a senadora Margareth Buzetti (PSD), que desistiu da vaga para apoiá-la. 


“Para representar as mulheres do estado de Mato Grosso, a mulher brasileira, nós temos que mostrar para as mulheres que elas precisam ocupar espaço na política. Quando eu me coloco à disposição de fazer esse enfrentamento, não é fácil. Nós precisamos de mais mulheres. Todas nós temos competência, capacidade e conhecimento para estar na política”, finalizou.
 
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