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10/03/2021 às 12:00

Tempos sombrios

Hoje vou começar meu texto a partir do meu título, “TEMPOS SOMBRIOS”, tempo de pandemia, tempo de morte e despedidas, tempo de crise econômica, política e social, enfim, “TEMPOS SOMBRIOS”. No início desta semana, tracei uma linha de pensamento na qual pretendo discorrer acerca do novo “lockdown” em Mato Grosso, assim como em outros Estados do Brasil, comentar sobre o prejuízo econômico e sobre a falta de coerência nos decretos estaduais e municipais. Entretanto, como empresário e aspirante escritor, uso esta coluna como ferramenta de reflexão, um canal de comunicação que espero ter o alcance necessário para uma efetiva mudança.

Já estamos a quase uma semana de “portas fechadas” novamente, entre decretos estaduais e decretos municipais, a única certeza que temos é de que o fechamento dos shoppings, shows, parques, jogos de futebol, cinema, teatro, bares, restaurantes, casas noturnas e congêneres, são os mais impactados.

Alguns dizem por aí, “fique em casa”, “é melhor perder a empresa do que perder a vida”, são falas que todo empresário de uma atividade “não essencial”, já deve ter ouvido em algum momento. Mas, o que é essencial? O que mais tenho visto são aglomerações em supermercados e transporte público. Que método mais “cientifico”, foi este elaborado pelos nossos governantes para conter o vírus?

O Estado de Mato Grosso, nesta última segunda-feira, divulgou que há 477 internações em UTIs públicas e 446 em enfermarias públicas, sendo que a taxa de ocupação está em 98% para UTIs adulto e em 57% para enfermarias. Meus amigos, 98% para todo! O Estado de Mato Grosso. Estamos à beira de um colapso na saúde, e a medida encontrada pelos nossos “estudiosos” políticos, foi restringir os horários de funcionamento do comércio.

Agora vamos lá, sigam a minha linha de pensamento: De acordo com o decreto atual, um comércio aos sábados, deve encerrar suas atividades às 12h. O empresário, prevendo o grande fluxo de movimento em sua loja, irá remanejar seus funcionários para este período de atendimento. Ou seja, mais movimento nas lojas, mais funcionários, mais ônibus lotados, mais aglomeração, matemática simples.

Senhores políticos, a palavra de ordem é “fiscalização”, não “restrição”. É fiscalizar o comércio, fiscalizar os bares e restaurantes e fiscalizar os eventos. É preciso colocar esta grande e pesada máquina pública para trabalhar em prol da população, criar novos leitos de UTIs e cuidar da economia durante todo este processo, dando garantias aos nossos trabalhadores.

Finalizo este texto de hoje com um pesar no coração, pesar pelos nossos entes queridos que se encontram em situação de risco por conta do Covid-19. Pesar pelos pais e mães que perderam sua fonte de renda, seu sustento. Pesar por ver que nossos governantes, nossos representantes, são os precursores pelos “TEMPOS SOMBRIOS”.

Paulinho do Hipismo

Paulinho do Hipismo
é empresário em Mato Grosso 
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