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16/11/2019 às 11:15

‘Eles disseram que iam me ensinar o que é ser mulher’, diz jovem agredida por homofobia

Segundo a vítima o crime ocorreu a três semanas atrás

Gabriella Arantes

‘Eles disseram que iam me ensinar o que é ser mulher’, diz jovem agredida por homofobia

Foto: Reprodução

Mais uma jovem foi vítima de ataque homofóbico em Cuiabá. Essa foi a realidade de uma mulher, lésbica de 22 anos, que por medo, não quis se identificar na reportagem. 

Segundo a vítima, o crime ocorreu a três semanas atrás, ela estava caminhando na rua quando percebeu que dois rapazes estavam a seguindo. "Chegando perto do local onde moro, eles conversaram um com o outro e falaram que iam me ensinar o que é ser mulher, depois eles me agrediram, dando chutes em mim", contou. 

A jovem disse que não denunciou o crime por achar que ficaria impune. "Eu me sinto totalmente desprotegida, não denunciei porque vejo que a polícia não dá valor para isso", relatou.

Entre janeiro e outubro de 2019, foram identificados 82 crimes de homofobia em Mato Grosso. O balanço demonstra redução de 5% no número de casos em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registradas 86 ocorrências. Os dados são do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia (GECCH) da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT).  


"Houve uma redução nos números de crimes por homofobia, porém os dados não refletem a realidade, muitos dos casos não são denunciados pelas vítimas à polícia", informou o tenente-coronel PM Ricardo Bueno de Jesus. 

O Brasil registrou 141 mortes de pessoas LGBT de janeiro a 15 de maio deste ano, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB). Segundo a entidade, foram 126 homicídios e 15 suicídios, o que representa a média de uma morte a cada 23 horas.

Crime inafiançável

Como exemplo, ele cita a aprovação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em junho deste ano, da criminalização da homofobia. A conduta passou a ser punida pela Lei de Racismo (7716/89), que até então previa crimes de discriminação ou preconceito por "raça, cor, etnia, religião e procedência nacional". O racismo é um crime inafiançável e imprescritível segundo o texto constitucional e pode ser punido com um a cinco anos de prisão e, em alguns casos, multa.

Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá

Neste sabádo (16), a Parada da Diversidade Sexual de Cuiabá chega a sua 17ª edição. O evento, que mistura comemoração e protesto, deve reunir cerca de 20 mil pessoas na Praça Ipiranga, no Centro da Capital. Dali os militantes seguem em direção à Orla do Porto, onde um palco os receberá com apresentações artísticas regionais e nacionais.

Confira a reportagem completa, no vídeo abaixo:

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