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Notícias / Política

02/03/2021 às 16:20

Deputados divergem sobre decreto com medidas restritivas

Enquanto alguns criticaram a rigidez do decreto, outros apoiaram o governador e ainda teve parlamentar que acredita que as medidas tinham que ser duras

Da Redação - Kamila Arruda / Reportagem Local - Camilla Zeni

Deputados divergem sobre decreto com medidas restritivas

Foto: JL Siqueira / ALMT

O decreto governamental que impõe novas regras sanitárias de combate à proliferação do coronavírus foi alvo de polêmica na manhã desta terça-feira (02) na Assembleia Legislativa. Enquanto alguns consideram exagerada as medidas, outros entendem que é preciso haver mais rigidez. 

Os deputados estaduais se reuniram em sessão remota para apreciarem a mensagem do Executivo Estadual que impõe multa a pessoas física ou jurídica que desobedecerem as regras. 

As novas medidas foram alvo de duras críticas por parte dos parlamentares, principalmente por conta da restrição no funcionamento das atividades comerciais no Estado. Os deputados estaduais, inclusive, devem se unir para apresentar uma indicação ao governador Mauro Mendes (DEM) solicitando a extensão do horário de fechamento do comércio, que pelo decreto determina o encerramento das atividades às 19h, e ainda a extensão do toque de recolher que está previsto para ocorrer das 21h às 5h. 

O deputado Paulo Araújo (PP) classificou as medidas como impopulares e ainda ressaltou a necessidade de incluir os supermercados como atividade essencial.  Ulysses Moraes (PSL) defendeu que seja ampliado o horário de funcionamento e restrinja-se a capacidade de pessoas, tendo em vista que o objetivo principal é conter a aglomeração.

Para Janaína Riva (MDB) o decreto representa um retrocesso, tendo em vista que o plano de vacinação já teve início em todo o Estado. “Todos tem suas razões legitimas para defender a sua sobrevivência, mas nós políticos precisamos entender o momento que nós estamos. Um ano de pandemia, muitas empresas fechadas, milhares de empregos perdidos e agora, com a vacinação iniciada, parece que retroagimos e seguimos em um futuro incerto”, colocou. 

A emedebista sugere que o toque de recolher passe a valer a partir das 22h, e que seja permitido o funcionamento de mercados e demais atividades essenciais todos os dias da semana até as 21h. O mesmo serviria para bares e restaurantes. Por fim, ainda pede fiscalização rigorosa para conter aglomerações e festas. 

Diante das inúmeras reclamações, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Max Russi (PSB), garantiu que o líder do governo na Casa de Leis, deputado Dilmar Dal’Bosco (DEM), irá intermediar uma negociação com o governo do Estado para tentar flexibilizar as medidas anunciadas por Mendes. 

Apesar disso, o socialista defendeu a atitude do governador. Ele afirma que o Paraná decretou lockdown total e que a intenção do chefe do Executivo Estadual com o decreto é evitar consequências piores, uma vez que o sistema da de saúde está próximo de um colapso.

Outro que também elogiou a decisão do governador foi o deputado Valmir Moretto (PRB). Ele relembrou os momentos de tensão vividos com a família por conta do vírus e ainda considerou um decreto "frouxo". Ele lembrou os momentos de tensão que viveu com a família por conta do vírus por duas vezes, e parabenizou o governador pela medida. Moretto chegou a ser internado por conta da reinfecção. 

Já Lúdio Cabral (PT) acredita que eram necessárias medidas ainda mais rígidas, uma vez que o vírus não circula apenas à noite. "Não adianta colocar toque de recolher se trabalhadores continuam circulando, crianças indo para a escola. Essa falsa dicotomia de economía e saúde foi o que nos colocou nessa situação de agora", declarou. 

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