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06/06/2020 às 14:00

Com evolução da covid-19, sistema de saúde aguenta apenas até julho, avalia Emanuel

Prefeito avaliou que dois fatores podem contribuir para lotação dos leitos disponíveis

Camilla Zeni

Com evolução da covid-19, sistema de saúde aguenta apenas até julho, avalia Emanuel

Foto: Luiz Alves/Secom

De 29 de maio a 4 de junho, num intervalo de sete dias, os casos diagnosticados do novo coronavírus em Cuiabá subiram 40%, indo de 692 casos para 975. Nesse mesmo período, a taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponibilizadas para a covid-19 (doença causada pelo vírus) aumentou 85%. 

Nesse ritmo, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, avalia que o sistema de saúde deve resistir apenas até julho, antes de entrar em colapso. Para isso, dois fatores contribuem, em sua visão: um deles é a ascensão de casos de covid-19 que está por vir. 

“É um vírus que não tem cura ainda. Ele cresce com uma velocidade muito forte e tem alto poder de propagação. Por isso isolamento social é a melhor medida”, destacou o gestor, em entrevista à rádio Jovem Pan, na manhã desta sexta-feira (4).

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“Numa perspectiva, com margem de segurança, e isso pode mudar, até julho a gente deve conviver com essa atenção. E se você vai ter uma ascensão de casos confirmados, voce vai exigir, numa proporção, leitos de UTI. Isso que preocupa”, disse.

Outro fator que pode colaborar com o colapso é o movimento causado pela reabertura das atividades econômicas, não apenas em Cuiabá mas em todo o Estado. Emanuel destaca que parte dos casos também são de pacientes do interior do Estado, que tendem a procurar a capital “na hora H”. 

“O importante é esse achatamento da curva e o controle diário da população. Mas o que adianta Cuiabá fazer o dever de casa e o interior não controlar? Na hora H vem todo mundo para cá”. “O problema maior é que você não tem como colocar muros na fronteira de Cuiabá e isolá-la do resto do país”, completou.

Apesar de reconhecer que a melhor medida é o isolamento social, o prefeito se diz sensível às demandas dos setores econômicos e avalia que não é possível manter tudo fechado por tanto tempo. Por isso, com o retorno da circulação das pessoas, as demandas nas unidades hospitalares tendem a aumentar.

Ainda segundo o gestor, Cuiabá terminou a quinta-feira (4) com 26% da taxa de ocupação dos leitos destinados ao tratamento da doença. Ao todo, segundo o levantamento da Prefeitura, 139 pessoas estavam internadas em unidades de terapia intensiva na capital, entre leitos da rede pública e privada. Dessas, 78 já tiveram o diagnóstico confirmado e 61 casos são suspeitos.

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