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19/02/2024 às 13:12

CENAS RARAS

Vídeo | Família de onças-pintadas é flagrada no Pantanal de MT

Durante monitoramento e pesquisa na Reserva Sesc Pantanal

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<Font color=Orange> Vídeo </font color> | Família de onças-pintadas é flagrada no Pantanal de MT

Foto: Assessoria

Cenas raras de onças-pintadas foram registradas e são alvo de pesquisa em andamento na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal. Localizada no município de Barão de Melgaço, Pantanal de Mato Grosso, a área de 108 mil hectares é monitorada por 165 câmeras, que já registraram mais de 100 mil vídeos. A sequência inédita de 137 vídeos consecutivos, de 10 segundos cada, mostra a interação entre uma onça-pintada e seus dois filhotes, com brincadeiras, carinho e momento de amamentação.

Na série de vídeos, a onça-pintada escolhe o local com folhas secas, ideal para camuflagem. Em seguida, ela volta com os dois filhotes, que exploram o espaço, brincam entre si, com um galho e com a mãe também. Há troca de carinhos entre os animais e, em seguida, a fêmea deita para amamentar os filhotes. Eles aparentam ter entre 5 e 6 meses de vida. Alimentados, as duas pequenas onças dormem.

O registro é raro, segundo a bióloga e gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Cristina Cuiabália, tanto pela onça escolher, na extensão da RPPN equivalente a 108 mil campos de futebol, um espaço em frente à câmera, quanto pela cena da amamentação, momento que reflete o sucesso na conservação da área onde espécies-chave como a onça-pintada encontram boas condições de vida.

“A pesquisa é de longo prazo e teve início em 2018, com diferentes fases até o momento. Na atual, o objetivo é estimar o tamanho da população de onças da Reserva e entender como se dá a movimentação em cada ciclo da água (seca e cheia), que tem mudado nos últimos anos. Encontrar uma cena rara como essa da amamentação é uma grande alegria, pois demonstra que a área é segura e própria para a perpetuação da espécie, presente na lista de animais ameaçados de extinção”, destaca Cuiabália.

Maior carnívoro da América do Sul, terceiro maior felino do mundo e o único representante do gênero Panthera (formado por leões, leopardos e tigres) no continente americano, a onça-pintada necessita de áreas extensas e de habitat de boa qualidade para sobreviver. Segundo o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (CENAP), estimativas indicam que 50% da população total de onças-pintadas do mundo estão no Brasil, distribuídas por diversos biomas: Amazônia, Pantanal, Cerrado, Mata Atlântica e Caatinga.



Uso da tecnologia na geração de conhecimento

O estudo denominado “Onças-pintadas e pardas em um mosaico de pantanais no Mato Grosso: perspectivas a partir da RPPN Sesc Pantanal e adjacências - Barão de Melgaço e Poconé, MT” é realizado pelo Polo Socioambiental Sesc Pantanal em parceria com o Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, com colaboração de pesquisadores do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS).

As armadilhas fotográficas foram distribuídas a cada 2,8 km, na forma de gradeado, cobrindo uma vasta área da Reserva, o que permite avaliar o uso do espaço por várias espécies, incluindo presas potenciais das onças. Com os equipamentos, o propósito é monitorar a área nos períodos de seca e cheia.

De acordo com a pesquisadora do GEVS, Gabriela Schuck, o uso simultâneo das câmeras permite a avaliação sobre a abundância das presas, tipo de vegetação, proximidade com corpos d’agua e uso de estradas pelos felinos. “Essas informações são importantes para produzir conhecimento, que contribui como ferramenta de conservação. Com a pesquisa, conseguimos proteger esses animais e o espaço onde vivem”, declara.

O conhecimento empírico dos pantaneiros que trabalham na RPPN é fundamental para a indicação dos melhores pontos para a instalação das câmeras. O guarda-parque da RPPN Sesc Pantanal, Alesandro Amorim, conta que as pegadas são os principais indicadores da presença das onças nas áreas.

“As estradas existentes na RPPN são utilizadas para a rápida locomoção das onças, mas nós fomos além. Percorremos mais de 600 quilômetros de trilhas para conseguir esses registros inéditos. Um trabalho que exige um grande esforço de toda equipe e que valeu a pena", completa o guarda-parque.

Da assessoria
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1 comentário

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  • Joao clini jclini@icloud.com 21/02/2024 às 00:00

    Sensacional. Isso é muito bom para nossa fauna brasileira

 
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