Cuiabá, sábado, 19/10/2019
07:03:44
informe o texto

Notícias / Judiciário

20/09/2019 às 15:42

Seis suspeitos de mulher há 10 anos viram réus na Justiça

A vítima desapareceu no mês de outubro de 2009 e até hoje não teve o corpo localizado.

Leiagora

Seis suspeitos de mulher há 10 anos viram réus na Justiça

Foto: Reprodução

A Justiça acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público Estadual contra seis suspeitos de participação no homicídio de Alessandra de Alcântara Polmann, 33, ocorrido há quase 10 anos, em Cuiabá. A investigação foi realizada pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), que encaminhou o inquérito em 11 de setembro ao MP.

A vítima desapareceu no mês de outubro de 2009 e até hoje não teve o corpo localizado. Em minucioso trabalho investigativo, equipes da DHPP conseguiram identificar pessoas envolvidas no desaparecimento da vítima que foram indiciadas no inquérito policial.

Com base nas investigações da Delegacia de Homicídios, o Ministério Público Estadual ofereceu denúncia contra Josué Pires de Camargo, o “Zuel”, Rosinete de Souza, conhecida como “Rose” e Mamedes Gonçalves Pinheiro, o “Fernandinho”.

Todos estão indiciados pelos crimes de homicídio qualificado pelo recurso que impossibilitou a defesa da vítima e para assegurar a impunidade de outros crimes, associação criminosa e fraude processual.

A Justiça também aceitou a denúncia contra outros três indiciados: Delson de Souza, Rejane Catarina Gayva e Izete Botelho Xavier, pelos crimes de associação criminosa, fraude processual e falso testemunho. Os denunciados pelo homicídio e ocultação de cadáver tiveram as prisões temporárias convertidas em preventivas.

Segundo o delegado que coordenou as investigações, Caio Fernando Álvares de Albuquerque, o trabalho para identificação dos envolvidos e esclarecimento do crime foi extremamente difícil e só foi possível devido ao comprometimento das equipes investigativas.

No relatório final o delegado ponderou que “se o homicida planejou o crime perfeito, escondendo o cadáver, essa ação não deve e não pode em hipótese alguma restar impune. O entendimento de que somente o corpo da vítima é prova hábil a comprovar a materialidade do delito em comento é inadmissível, ultrapassada e retrógrado”.

O delegado parabenizou as equipes dos cartórios B1 e B2, assim como o Núcleo de Inteligência, pelo comprometimento no trabalho difícil e sensível. “Mesmo sem corpo, sem testemunhas, sem confissão, conseguimos, na estrita técnica, demonstrar a responsabilização criminal de cada indiciado. Agradecemos, também, a todo apoio que tivemos das equipes de DHPP”, disse o delegado.
Com informações da Assessoria PJC/MT

 

0 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do site. É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

Enquete

Como você acha que está a violência em Mato Grosso neste ano?

Você deve selecionar uma opção
Enquetes
 
Em parceria com Engaje Sitevip Internet