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Notícias / Polícia

22/10/2019 às 12:53

Delegado classifica alvos de operação como ‘parasitas’

Várias provas e evidências apontam que os desvios serviram para abastecer agentes públicos e privados.

Luzia Araújo

Delegado classifica alvos de operação como ‘parasitas’

Foto: Reprodução

O delegado titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz), Anderson Veigas, classificou os alvos da operação “Quadro Negro”, deflagrada na manhã desta terça-feira (22), como "parasitas do Estado". 

A ação policial foi desencadeada pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), em conjunto com o Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (CIRA) e Ministério Público Estadual (MPE), com o objetivo de desarticular um esquema que desviou R$ 10 milhões do antigo Centro de Processamento de Dados do Estado (Cepromat), atual Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI). 

O delegado explicou que a operação começou por conta de um relatório de auditoria feito pela Controladoria de Geral do Estado (CGE) no final do ano de 2014, que apontou várias irregularidades administrativas em processos que visavam a aquisição de material educacional para Secretaria de Estado de Educação (Seduc). 

“Ficaram detectadas irregularidades tão gritantes como quase a inexecução completa do contrato e também a execução do pagamento em prazo recorde em aproximadamente 20 dias”, disse Veigas. 

Durante o período das investigações, de acordo com o policial, foram colhidas várias provas e evidências o que possibilitou a conclusão de que os desvios serviram para abastecer alguns agentes públicos e particulares, que incidiram os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e falsidade ideológica. 

“São pessoas que desviaram aproximadamente R$10 milhões sem sequer uma contraprestação para a atividade de educação no estado de Mato Grosso”.

A Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) e Ministério Público Estadual (MPE) se uniram ao Comitê Interestadual de Recuperação de Ativos (Cira), que conduziu o inquérito, para dar mais celeridade aos trabalhos e efetuar as prisões.  

O delegado do Cira, Bruno Barcelos, ressaltou que todos os pedidos feitos pela força-tarefa, foram apreciados pelo Poder Judiciário e todas as medidas foram acatadas, permitindo o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão. 

“O Estado pode ficar satisfeita porque estamos tendo êxito em recuperar R$ 10 milhões para os cofres públicos”, disse.

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