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Notícias / Política

23/09/2020 às 17:22

Emanuel nega interferência em candidatura do filho e pede respeito

O prefeito ainda rebateu as críticas do cacique do partido, Carlos Bezerra, e disse que a situação já está resolvida

Alline Marques e Eduarda Fernandes

Emanuel nega interferência em candidatura do filho e pede respeito

Foto: Marcus Mesquita

O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) rebateu as críticas feitas pelo presidente do MDB, deputado federal Carlos Bezerra, e defendeu o filho Emanuelzinho (PTB) pedindo respeito ao petebista que lançou candidatura a prefeito na cidade de Várzea Grande. Ele ainda garantiu que não teve influência na candidatura do petebista e nunca agiu como "coronel".

Após um tempo longe da imprensa e com um lançamento tímido de candidatura, o chefe do Executivo concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (23) e um dos principais assuntos abordados foi justamente a família competir em duas cidades.

Emanuel tentou amenizar o desgaste e avaliou que as declarações de Bezerra, por exemplo, foram com a intenção de defender a legenda que tem candidatura própria no município vizinho com Kalil Baracat (MDB).

“Conversei com bezerra, tenho respeito fraterno. Consideração, respeito enorme. Conversamos. Ele foi injusto no afã de defender o partido. Não existe no meu histórico ganância, coronelismo. Minhas relações sempre foram transparentes. Queria que as pessoas entendessem que Emanuelzinho não é criança. Tem 25 anos, é deputado federal e tem direito de tomar suas decisões descolado do pai”, comentou.

Emanuel disse ainda que não irá se envolver com a campanha do filho e que responde apenas por Cuiabá. “Emanuel Pinheiro pai só se envolve de corpo e alma em Cuiabá. (...) Cuiabá é comigo, fora Cuiabá eu não me envolvo”, declarou.

Ele alegou ainda que Emanuelzinho construiu sua candidatura com um bloco político e precisa ser respeitado. Além disso, o parlamentar já tem condições de tomar decisão sozinho e garantiu não ter influenciado na candidatura do filho.

“O PTB também tem o direito dele. Houve adesão partidária. Não sou do PTB. Eles se reuniram e fizeram coligação. Eu vou podar o meu filho que está liderando as pesquisas? Que direito de um pai tem de podar o sonho do filho. É um direito dele. Ele é jovem, mas não é criança. É senhor das suas decisões e foi uma decisão exclusivamente do Emanuelzinho em Várzea Grande com o grupo político dele. Eu nada tenho a ver com isso”, afirmou.

Para Emanuel, é um desrespeito ao grupo político de Emanuelzinho acharem que a candidatura dele tem a interferência do pai.

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