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Notícias / Entrevista da Semana

07/04/2024 às 08:07

ENTREVISTA DA SEMANA

Após estupro e assassinato de idosa, Gisela mobiliza Congresso para aprovar pacote antifeminicídio

Ao Leiagora, deputada falou sobre o projeto que tramita em regime de urgência após o crime que chocou Cuiabá, atividade parlamentar e eleições

Amanda Garcia

Após estupro e assassinato de idosa, Gisela mobiliza Congresso para aprovar pacote antifeminicídio

Foto: Reprodução / Leiagora

Diante do feminicídio brutal envolvendo a idosa de 84 anos, Horaide Bueno Stringuini, que foi estuprada e morta dentro da própria residência, em Cuiabá, a deputada federal e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, falou sobre as articulações em torno da aprovação do pacote antifeminicídio no Congresso Nacional. 

Em conversa com o Leiagora, a congressista ressaltou que o intuito é de colocar o projeto na Câmara Federal em regime de urgência para que ele seja votado em plenário de maneira célere e sem burocracias. Gisela está entre as lideranças políticas do estado que se mobilizaram para tentar acelerar a tramitação do pacote anticrimes, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD).

Atualmente, o grupo aguarda uma reunião com o presidente da Casa Legislativa, Arthur Lira (PP-AL), prevista para acontecer na próxima terça-feira (9), para finalmente dar início às discussões em Brasília. 

A deputada federal, que também é presidente do União Brasil em Cuiabá, falou sobre sua atividade parlamentar e as articulações do partido em torno das eleições municipais deste ano. 

Confira a entrevista na íntegra:

Leiagora – Deputada, após o feminicídio chocante envolvendo a senhora Horaide, aqui em Cuiabá, você tem sido uma das principais articuladoras em torno da aprovação do pacote anticrimes de autoria da senadora Margareth Buzetti (PSD) na Câmara Federal. O que já se tem de concreto até agora? 


Gisela Simona - A senadora Margareth já conseguiu agilizar bem o andamento desse projeto dentro do Senado, porque ele é do final de 2023, então, ele já passou por todas as etapas necessárias. Na Câmara dos Deputados a gente já conseguiu todas as assinaturas para colocá-lo e regime de urgência. O importante disso é que dessa forma ele não precisa passar por nenhuma Comissão. Se o Lira tiver o mesmo entendimento que nós sobre a importância dessa medida, ele já pode colocá-lo em plenário para votação. Nós estamos planejando nos reunirmos na próxima terça-feira (9) e a nossa intenção é que até o dia 11 de abril as articulações sobre a aprovação desse projeto já estejam bem encaminhadas. 

Leiagora- Com o Fábio Garcia fora da corrida eleitoral ele permanece na Casa Civil e senhora continua na Câmara dos Deputados, como você avalia sido este período em que esteve frente às atividades parlamentares em Brasília?

Gisela Simona - Foi bem interessante, eu consegui participar das Comissões que eu realmente me identificava e que tem a ver com a nossa atuação dentro do Estado. Eu sou titular da Comissão de Defesa do Consumidor, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na Comissão da Mulher. Então, são três comissões importantes que a gente já consegue hoje firmar nossa posição. Com essa movimentação de saber que meu tempo lá vai ser maior que o previsto, é muito bom e sou muito grata por pela oportunidade. Sem contar que estou muito satisfeita com tudo o que foi feito até agora. 

Leiagora - Recentemente você assumiu a presidência do União Brasil. Como tem sido esse primeiro momento? A chapa do partido para as eleições municipais está montada? O resultado foi satisfatório?

Gisela Simona - Tem sido desafiador, fui escolhida pelo governador Mauro Mendes e essa conquista não é só minha, mas de todas as mulheres como um todo. Principalmente em decorrência da força que o partido tem aqui no estado de Mato Grosso e pela força da nossa candidatura majoritária em Cuiabá. Agora, com a vinda do Dr. Luiz Fernando e do Dilemário Alencar para o União Brasil nós saímos de dois vereadores para quatro de mandatos na Câmara. A chapa fecha com a Michelly, o Cezinha e eles dois. Nós também fechamos com 28 pré-candidatos, o número máximo permitido pela legislação eleitoral. 

Leiagora- Vocês foram o primeiro partido a anunciar o fechamento da chapa feminina, como você avalia o feito? Te surpreendeu? 

Gisela Simona - Felizmente nós conseguimos os 30% de cota feminina estabelecidos pela lei. Fechamos nosso grupo com 12 mulheres, o que é um avanço pra nós. Mas, eu acredito que ser mulher na direção partidária ajudou bastante com que é a gente conseguisse rapidamente cumprir essa cota com nomes competitivos e que já foram testados nas urnas. 

Leiagora- Deputada, no meio dessa semana o deputado Beto Dois Um deixou o PSB para se filiar novamente ao UB. Como tem sido a relações de vocês desde então? O que ficou negociado?  

Gisela Simona - Desde o momento em que eu assumi a presidência, nós temos conversado. O Beto tem uma grande articulação, não é só aqui dentro aqui do União Brasil, ele conversa muito bem com os outros partidos. E é exatamente esse o papel dele, trabalhar na busca pelo arco de alianças. Ele é um grande articulador e vem justamente para fazer esse papel e lidar com a majoritária, no sentido de aglutinar o máximo de partidos.

Leiagora - Deputada, quando se trata do arco de alianças, quantos partidos irão compor ao todo? 

Gisela Simona - Eu acredito que nós devemos fechar com pelo menos 10 partidos. O Beto tem essa articulação mais global. Nós temos o PSB, estamos conversando sempre com o Republicanos e com o PP. O PSDB também já declarou apoio. Nós temos o Solidariedade, o Podemos que apesar de algumas discussões internas pode vir a somar junto com a gente, o DC. São tantos, eu acho que seria mais fácil sobre os que não vão compor. 

Leiagora - E sobre a para vice, como que União vai trabalhar a escolha desse nome? 

Gisela Simona - Então, a única coisa que ficou deliberado é de que as discussões em torno do vice só começariam a partir do dia 8 abril. 

Leiagora- Como tem sido a sua relação com o Botelho? Você defendia a candidatura do Fábio pelo partido, mas acabou que ele não foi o escolhido, a pauta já é tópico superado? 

Gisela Simona - O meu apoio ao Fábio Garcia era público e notório. A gente se manifestou várias vezes quando essa disputa interna começou, mas a gente tinha muito claro que quem decidiria seria o nosso líder maior, o governador Mauro Mendes. O que nós sempre cobramos do Botelho foi no sentido de se posicionar, principalmente de forma efetiva do que se refere à questão da atual gestão do prefeito Emanuel Pinheiro. Acho que isso foi o que mais chocou em alguns momentos, porque ele tem um perfil diferenciado, não é de ataque. Nós vemos vários adversários políticos desferindo ataques contra ele, mas ele não tem esse perfil e temos que respeitá-lo. No dia a dia nós temos dialogado bastante, mas eu tenho feito um trabalho mais voltado para a questão da chapa, enquanto o Beto ficou responsável por cuidar da majoritária. Ele fez um compromisso e esse compromisso selou a paz. Ele se comprometeu a fazer uma gestão técnica e diferente da atual.

Leiagora- O partido já iniciou as discussões em torno do plano de governo do Botelho? Será construído por ele ou em conjunto? 

Gisela Simona -
Ficou definido que o plano de governo vai ser trabalhado em grupo, ele vai ser construído por muitas mãos. O Fábio Garcia tinha um projeto, houve também um consenso de que a gente vai aproveitar muito das discussões trazidas pelo Fábio Garcia e ele estava construindo para Cuiabá. A própria Virgínia tinha chegado a contribuir com a construção do plano dele, no diz respeito, principalmente, a parte da assistência social que ela gosta muito. Então, vamos aproveitar tudo isso.
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