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Notícias / Política

31/12/2023 às 09:09

TRANSIÇÃO

Interventora demonstra preocupação com 'silêncio' de Emanuel sobre nomeações na Saúde

Diante do silêncio do prefeito, segundo Danielle Carmona, unidades de pronto atendimento poderão ficar sem comando em Cuiabá

Luíza Vieira e Paulo Henrique Fanaia

Interventora demonstra preocupação com 'silêncio' de  Emanuel  sobre nomeações na Saúde

Foto: Emilly Cassim

A interventora da Saúde em Cuiabá, Danielle Carmona, disse em entrevista ao Leiagora que está preocupada com a omissão do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) quanto aos nomes escolhidos por ele para gerir a Secretaria de Saúde de Cuiabá. Carmona lembra que a pasta é de responsabilidade do Estado apenas até este domingo, dia 31 de dezembro. Depois, cabe ao gestor do Executivo cuiabano tomar as rédeas da pasta, que diante do silêncio do prefeito, pode ficar com unidades de pronto atendimento ''sem comando''.

“No decorrer dessa semana, nós até encaminhamos um ofício para o prefeito, nos colocando à disposição da equipe que ele indicaria para fazer a transição. Como isso não ocorreu, é muito preocupante porque a equipe de intervenção só atua até dia 31. A partir do dia 1º, quem assumirá para dar continuidade? E sem falar dos cargos, porque os cargos estarão desocupados. Tem unidades que atuam por 24 horas que vão ficar sem comando. Então, é um cenário que deixa a gente muito preocupado com toda essa situação”, explicou. 

Após determinação do Judiciário de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá foi notificada sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado pela equipe de intervenção com o Ministério Público e Tribunal de Contas. O prefeito tinha a partir da última sexta (29) 10 dias para definir os nomes escolhidos, o que até o momento não ocorreu. 

Quanto às consequências da falta de posicionamento por parte da prefeitura, a interventora ainda reforça argumentando que não caberá mais ao gabinete solucionar os impasses que prejudicam à pasta e que na falta de um secretário responsável, cabe ao próprio prefeito responder pela secretaria.

“Na verdade, a partir do dia primeiro a gestão já retorna para a prefeitura. Então quando na ausência de um secretário de saúde nomeado quem responde pela pasta é o próprio prefeito. Então, vai estar sob o comando dele, porque nós da intervenção só temos governabilidade aqui até dia 31. Acabou esse prazo não existe mais gabinete de intervenção. Aí a responsabilidade é toda dele porque ele é o gestor maior a partir do dia 1º de janeiro”, finaliza.
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