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Notícias / Judiciário

17/11/2020 às 09:43

Denúncia é recebida e pais de adolescente viram réus por morte de Isabele Ramos

Família Cestari foi acusada de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entrega de arma para menores de idade

Camilla Zeni e Eduarda Fernandes

Denúncia é recebida e pais de adolescente viram réus por morte de Isabele Ramos

O empresário Marcelo Cestari

Foto: Bruno Pinheiro/Playagora

O empresário Marcelo Martins Cestari e sua esposa Gaby Cestari se tornaram réus na Justiça pelos crimes de homicídio culposo, corrupção de menor, porte ilegal de arma, fraude processual e entrega de arma para menores de idade. 

A denúncia contra o casal foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) no dia 6 de novembro, e recebida pela juíza Maria Rosi de Meira Borba, da 8ª Vara Criminal de Cuiabá, na noite dessa segunda-feira (16).

Marcelo e Gaby são pais da adolescente de 15 anos que matou a melhor amiga, Isabele Guimarães Ramos, com um tiro no rosto, em 12 de julho. Isabele faria 15 anos no último 12 de novembro, quando completou-se quatro meses de sua morte.

Denúncia

Na denúncia oferecida, o promotor Milton Pereira Merquiades afirmou que Marcelo Cestari foi negligente ao mandar a filha guardar, no andar superior, as armas de fogo que o namorado dela havia levado à residência. 

Ele também citou um vídeo, gravado por Gaby Cestari, no qual a adolescente infratora aparece manuseando arma dentro de casa. Com isso, o promotor apontou que a entrega de armas de fogo a menores na casa era um "fato comum e corriqueiro".

A denúncia também aponta crime de fraude processual, uma vez que os pais da adolescente teriam retirado da cena do crime alguns apetrechos de manutenção de armas de fogos que se encontravam sob uma mesa na sala da casa onde o crime aconteceu, “com o fim de produzir efeito em processo penal futuro”.

Outro ponto citado por Merquiades foi a tentativa de, “ao menos inicialmente, esconder a origem da lesão sofrida pela vítima”, dizendo à equipe do Samu que Isabele teria sido vítima de uma queda no banheiro, mesmo tendo “ocorrido um estampido de disparo de arma de fogo no interior daquela residência, plenamente audível a todos que ali se encontravam”.

Além da condenação do casal, o promotor pediu a entrega de todas as armas de fogo e apetrechos de recarregamento de munição que possam estar com a família e a suspensão imediata da autorização para a prática de tiros. Também, a caça e coleção de armas dos denunciados, com a consequente comunicação ao Comando do Exército Brasileiro.

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