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Notícias / Política

25/02/2021 às 17:35

Deputado sinaliza ‘saída forçada’ da CCJ e deixa reunião com o governo inconformado

Conforme Silvio Fávero (PSL), governo ficou insatisfeito após o parlamentar ter feito relatório favorável à derrubada do veto ao PLC 36/2020

Camilla Zeni

Deputado sinaliza ‘saída forçada’ da CCJ e deixa reunião com o governo inconformado

Foto: Camilla Zeni/Leiagora

O deputado estadual Silvio Fávero (PSL) deixou a reunião entre deputados e o Governo do Estado, na manhã desta quinta-feira (25), inconformado. Sem esconder a revolta, o parlamentar chegou a avaliar como “boa” a reunião, que durou cerca de 4h30 e envolveu um almoço, mas revelou que houve “lavação de roupa suja”. 

Entre os assuntos que deixaram o parlamentar indignado está a composição das comissões, que será decidida, para o novo biênio, após o retorno das atividades na Assembleia Legislativa. Atualmente o parlamento está fechado, com prazo de 10 dias, em razão dos casos de covid-19.

“Teve briga pelas comissões. Quem vai ficar na da Educação, da Saúde, os momentos que estamos vivendo agora, e que não vamos deixar pra um [deputado] da oposição”, comentou o parlamentar com a imprensa, ao deixar o Palácio Paiaguás.

Segundo Fávero, também há uma pressão forte para que ele deixe de ser membro da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR). O movimento já era sentido há meses, em razão das posições adotadas pelo parlamentar que contrariam o governo, mas se acirrou com o relatório a favor da derrubada do veto do governo no Projeto de Lei Complementar nº 36/2020, uma das principais "pautas-bomba" do governo atualmente. 

“Eu discuti sobre a CCJ, exatamente por causa daquele 36. O meu parecer foi favorável e aquilo, acho, que custou minha cadeira na CCJ, mas eu questionei sobre isso. Coloquei que não caberia eu, como relator, trazer toda aquela responsabilidade pra mim. Eu entendo que eu deveria ser democrático e joguei para o plenário. Tô pagando por isso e, provavelmente, pagarei por isso. Mas faria tudo de novo, sem dúvida nenhuma”, pontuou.

Conforme o parlamentar, a pressão para sua exclusão da CCJR foi explícita por parte do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho (DEM), e nenhum deputado teria saído em sua defesa. Ainda segundo ele, a reunião seguiu em tom de “lavação de roupa suja” e com “deputado puxando tapete um do outro”. 

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB), porém, negou que houvesse alguma conversa em relação à saída de Fávaro da Comissão. Ele, no entanto, se limitou a afirmar que o governador não discutiu a exclusão do colega.

“O governador não entrou nessa pauta. O que aconteceu foi que um parlamentar fez um questionamento da atuação do Silvio dentro da CCJ. Essa direção de comissão vai ser definida com os deputados, dentro da Assembleia Legislativa e com os blocos”, colocou.

Segundo explicou Russi, a participação de Silvio Fávero na CCJR depende do bloco onde ele estará no próximo biênio e se ele será o indicado para participar. Atualmente, Fávero é da base do governo e foi indicado pelo líder, Dilmar Dal’Bosco (DEM), que não tem interesse em mantê-lo na cadeira.

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