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Notícias / Entrevista da Semana

14/03/2021 às 11:00

Russi pede união de decretos na Baixada, fala sobre 2022 e alta nos combustíveis

ALMT aprovou multa para quem descumprir as medidas de biossegurança contra a covid-19, mas o parlamentar acredita que "a população está consciente" e ninguém será multado

Eduarda Fernandes

Há pouco mais de 20 dias na presidência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Max Russi (PSB) avalia que as divergências entre Estado e Capital nas ações de combate à pandemia são difíceis de serem resolvidas. Contudo, ele vê esse movimento como necessário. “Acho que a costura ninguém vai conseguir fazer, acho que depende muito dos dois mesmo, dos perfis deles, da conversa entre eles”, analisa em entrevista ao Leiagora.

Neste contexto, o parlamentar defende que todos os municípios da Baixada Cuiabana deveriam ser regidos pelo mesmo decreto de enfrentamento à covid-19. Max também fala sobre as sucessivas altas no preço dos combustíveis e quais as possibilidades para tentar reverter este cenário, bem como seus planos para 2022.
 
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
 
Leiagora - Com relação à diferença nos horários do toque de recolher entre os decretos de Mauro Mendes e Emanuel Pinheiro, acredita que realmente duas horas a mais ou a menos fazem diferença?

Max Russi -
Não, não faz. Acho que não é esse o problema, o X da questão da diferença. O problema é um decreto em Cuiabá diferente de Várzea Grande. Aí o cara de Várzea Grande muitas vezes trabalha em Cuiabá. Aí fica trabalhando em Cuiabá até 23h, vai para Várzea Grande e está fechado, o cara é multado voltando do serviço. Isso não dá. Acho que as decisões têm que ser uniformes não só em Cuiabá e Várzea Grande, mas talvez na Baixada Cuiabana, nos municípios do entorno. Como nas outras regiões, no Norte, Sul.

Acho que os consórcios, os municípios têm que trabalhar as decisões em conjunto e dessa forma dar uma tranquilidade para a população. Com esses dois decretos gerou uma incerteza no empresário, no trabalhador e a Justiça teve que intervir e acho que interviu de forma correta.
 
Leiagora - Uma coisa que ainda não foi esclarecida é com relação às multas. Assembleia aprovou um valor, Câmara de Cuiabá outro. Qual será aplicada ou vai depender de quem aplicar a multa?

Max Russi -
Em Cuiabá, as duas. Se o empresário for de Cuiabá e ele não cumprir, ele por sofrer uma multa por parte da polícia e pode sofrer por parte do Estado... Depende de quem está autuando. Agora, eu acho que ninguém vai tomar multa. Acho que é muito difícil porque a população está consciente.
 
Leiagora - Mesmo com tudo o que víamos nos bares e restaurantes? O senhor acha mesmo que as pessoas estão conscientes?

Max Russi -
Acho que o chamamento foi forte agora. E a fiscalização está acontecendo. Já teve várias blitz nas ruas. Acho que vai ter uma atuação e a população vai colaborar.
 
Leiagora - O senhor tem acompanhado as ações que questionam a Mesa Diretora? Acredita que ainda possam mudar algo?

Max Russi -
Não, não acredito. Não vejo possibilidade disso, acho que já é página virada.
 
Leiagora - Quais são seus planos para 2022?

Max Russi -
Primeiro fazer um bom mandato como presidente e se for a vontade de Deus, reeleição a deputado estadual.
 
Leiagora - E o partido, como está se organizando?

Max Russi -
O partido está muito organizado, foi o terceiro que mais elegeu prefeitos na última eleição, que mais elegeu vereadores. Muita gente querendo disputar as eleições de 2022, então vamos estar com uma chapa preparada de deputado estadual, outra de candidatos a federais e ver qual o caminho em termos de coligação majoritária.
 
Leiagora - Quais são os nomes para federal?   

Max Russi -
Nós conversamos com Euclides, conversamos com Antônio, filho do Bosaipo, temos o Maurício em Sorriso. Então temos vários nomes que estamos conversando para que possa vir disputar pelo PSB.
 
Leiagora - Alguém de outro partido que estejam cobiçando?

Max Russi -
Não, mas estamos com as portas abertas para aqueles que quiserem vir.
 
Leiagora - Sobre a vaga no TCE, o seu nome foi aventado nas últimas semanas. O senhor tem essa pretensão?

Max Russi -
Zero chance, não. Descarto. Completamente. Zero chance.
 
Leiagora - O deputado Botelho, mesmo sendo da base, tinha uma postura bastante firme com relação ao governo. O que podemos esperar do Max na Presidência?

Max Russi -
Acho que bastante tranquilidade. O Botelho tinha um relacionamento muito mais forte com o governador, é do mesmo partido que o governador, eu sou de partido diferente, mas a gente vai procurar trabalhar em harmonia. Aquilo que for importante para Mato Grosso nós vamos estar ajudando.
 
Leiagora - Presidente, temos visto nas últimas semanas sucessivos aumentos no preço dos combustíveis e muitos produtores atribuem isso ao ICMS. O que a Assembleia pode fazer nesse sentido para tentar frear esses aumentos?

Max Russi -
ICMS não aumenta nada. Nos últimos 10 anos é o mesmo. ‘Ah, mas pode baixar o ICMS ou algo parecido?’. Aí é uma conta que tem que ser feita na Secretaria de Fazenda e o Gallo [secretário de Fazenda] junto ao governador ver a possibilidade de avançar em alguma direção disso. O ICMS não aumentou a alíquota, o que está acontecendo é o preço do dólar subindo e o preço do combustível no mundo subindo. A Petrobras automaticamente acaba repassando isso e dificulta bastante, faz com que aumente os preços e estão aumentando muito o preço das coisas no mercado, infelizmente.

Uma alternativa que o pessoal busca é através do ICMS. Só que não teve, de alíquota não aumentou. Pode buscar abaixar? Para baixar, tem que buscar dar outra receita. Buscar outra receita significa aumentar outra alíquota. Aonde tem espaço para aumentar hoje? Hoje não temos espaço para aumentar imposto nenhum mais no nosso Estado.
 
Leiagora - Mas cabe alguma coisa para a Assembleia tentar ajudar o cidadão?

Max Russi -
A Assembleia não pode legislar sobre renúncias e receitas, então teria que ser alguma iniciativa por parte do Governo.
 
Leiagora - E pode ter essa articulação?

Max Russi -
Interesse dos deputados em abaixar imposto é unânime, são todos. Agora, tem que ver se tem espaço e como fazer isso.
 
Leiagora - Botelho prometeu que entregaria o projeto sobre a alíquota na previdência dos idosos. Como está isso? O prazo vai ser cumprido?

Max Russi -
Ele montou a comissão enquanto presidente ainda. Nós já tivemos um avanço com o governo dos aposentados e pensionistas com doenças graves. E essa comissão da Assembleia está trabalhando uma proposta para apresentar ao governo. O governo abriu possibilidades. E a gente espera não a proposta ideal, a ótima, mas uma melhor, algo que a gente possa avançar junto com os aposentados, principalmente os que ganham menos.
 

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