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18/01/2024 às 09:00

BRT EM DISCUSSÃO

'O Consórcio é isento de qualquer situação política', diz representante ao reclamar de empecilhos para tocar obras

O MPE se reuniu com representantes do Consórcio, da Sinfra e da Prefeitura de Cuiabá para debater autorizações para a obra

Da Redação - Luíza Vieira / Da Reportagem Local - Jardel P. Arruda

'O Consórcio é isento de qualquer situação política', diz representante ao reclamar de empecilhos para tocar obras

Foto: Jardel P. Arruda / Leiagora

Em meio a uma reunião de conciliação que terminou sem consenso, realizada na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá na tarde dessa quarta-feira (17), o representante do Consórcio BRT, Mário Jorge, afirmou que a empresa Nova Engevix é isenta de qualquer discussão política que envolva o modal e deixou claro o seu descontentamento quanto aos fatores que têm impedido o andamento das obras.

“A única coisa que a gente quer é fazer a obra, ou não. Então digam ‘não vai fazer mais’. Eu não estou aqui para criar problema nem com o município, muito menos pro estado que é meu contratante. Nós somos construtores, precisamos fazer a obra, nós vivemos disso. O Consórcio é isento de qualquer situação política”, declarou.

Após notificação do Ministério Público Estadual (MPE) quanto à falta de licenças urbanísticas e autorizações municipais para que a obra do traçado do BRT avançasse em Cuiabá, o MPE se reuniu com representantes do Consórcio, responsáveis pela Secretaria Estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), além de representantes da Prefeitura de Cuiabá para debater o assunto nessa quarta.

Em meio à sua explicação sobre a falta de aprovações municipais na Capital, Mário Jorge demonstrou descontentamento quanto a todo o trabalho desenvolvido para que o modal intermunicipal fique pronto. Ele lembrou que em Várzea Grande o projeto precisou ser alterado recentemente após manifestações populares que eram contrárias ao traçado na Avenida Couto Magalhães.

“Eu tô aqui há um ano e não consegui ainda fazer a obra. Em Cuiabá não consegui e metade do contrato em Várzea Grande também foi alterado agora. Então, eu não consigo andar com a obra”, reclamou durante a reunião.

Enquanto que em Cuiabá, de acordo com o engenheiro civil, ele tem sentido falta de diálogo para com as secretarias.

“Estou há um ano fazendo esses projetos e tudo que foi nos solicitado, temos um cronograma de entrega de projetos, o Consórcio seguiu a seguinte regra: tudo que foi entregue na Sema para tirar a licença e também envolvendo o município, eu tenho todos os protocolos que eu protocolei. Só que, infelizmente, em todos que eu fui entregar [ao município], não tive resposta de nenhum. Nem um comentário, isento”.

Após Mário Jorge afirmar que as licenças ambientais foram expedidas pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema), a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, que está à frente da situação por parte do MPE, novamente deixou claro que a reunião buscava por respostas quanto às autorizações do município para o avanço da obra.

“A licença ambiental não supre as licenças urbanísticas, o senhor que é engenheiro civil, que é dono de construtora sabe disso, então a gente está aqui para aflorar o que é necessário”, pontuou.
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