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21/01/2024 às 11:32

VOLTA ÀS AULAS

Papelaria criativa: para além das listas de material escolar, adultos também impulsionam mercado por interesse próprio

O público é majoritariamente feminino, varia entre 24 e 40 anos e está em busca de produtos diferentes e personalizados

Luíza Vieira

Papelaria criativa: para além das listas de material escolar, adultos também impulsionam mercado por interesse próprio

Foto: Reprodução

A volta às aulas está chegando e não são só as crianças estão ansiosas pelas compras de material escolar, muitos adultos e estudantes universitários também estão lotando papelarias. O público que varia entre os 24 e 40 anos, que engloba principalmente mulheres, está em busca de produtos diferentes e personalizados.

As papelarias criativas são um mercado em expansão, o segmento tem inovado com promoções nas redes sociais e fotos chamativas que atraem muitos olhares. Há, inclusive, quem compre até mesmo box mensais de produtos selecionados por lojas virtuais.

Aline Nogueira observou de perto o crescimento de seu negócio que começou em casa e hoje já conta com lojas físicas e emprega sua família.

 

Canetas divertidas de escrita fina

Foto: Reprodução

“É uma papelaria, mas foge do tradicional. Você não consegue comprar uma lista de materiais de volta às aulas na minha papelaria, mas você consegue itens extras e diferentes”, conta a empresária que começou no ramo há 8 anos, em busca de uma fonte de renda extra, durante a gestação de sua filha.

O carro chefe da Incrível Papelaria são as agendas personalizadas que custam a partir de R$ 59,99, além de canetas, lápis, borrachas, post its, marca textos, apontadores e fitas adesivas coloridas e divertidas.

E para cada negócio atrativo como esse, há centenas de consumidores atentos,

Mak Layne Forte contadora

Foto: Arquivo pessoal

como a contadora Mak Layne Forte que se intitula como a ‘Louca das papelarias’.

Mak diz que desde criança sempre gostou de itens de personagens, cadernos coloridos e canetas fofinhas. Hoje, após anos fora de uma sala de aula, ela afirma que todo o mês ainda gasta com itens como esse, seja para estudar, ler livros, montar seu cantinho de trabalho e até como hobby mesmo.


“Mesmo depois de adulta, fora da escola e da faculdade há alguns anos, eu estou sempre estudando, fazendo cursos, então eu tenho o meu cantinho de home office na minha casa em que eu acabo comprando coisas de papelaria às vezes para hobby também, então pintura, desenho, escrita, então eu gosto muito de papelaria, principalmente a criativa”, contou ao Leiagora.
 

Escritório de Mak Layne em casa

Foto: Arquivo Pessoal

Apesar de fofos e diferentes, esses materiais geralmente não são tão acessíveis e por isso contam com um público mais restrito. Canetas divertidas custam em média R$ 15 em papelarias criativas de Cuiabá. Enquanto que em maiores papelarias, os itens mais simples e com a mesma efetividade custam até R$ 3.

Maria Julia Vieira de Sá, que tem dois enteados, Maria Vitória de 2 anos e André Luiz de 3, já está preocupada, pois as crianças irão para a creche este ano e a lista de materiais dos aluninhos é gigantesca. 
“Eles ainda são pequenininhos, nós vamos escolher o que for necessário e que

Kit mochila, estojo e lancheira 

Foto: Luíza Vieira

cabe no bolso. Claro, que vou tentar comprar algumas coisinhas diferentes, desde que caiba no orçamento. O que me preocupa é quando eles estiverem mais velhos e puderem escolher”. 

Em uma breve pesquisa no Centro de Cuiabá, o Leiagora identificou uma grande diferença no custo de mochilas. Enquanto que para meninos o item não chegava a R$ 250 com estojo e lancheira, para as meninas custavam até R$ 400, só a mochila.

Dayane Rodrigues, vendedora de uma das lojas explicou o motivo: 
“Geralmente as meninas estão mais interessadas nas mochilas, elas acompanham os pais na compra. Quanto mais brilho, mais ‘frufru’, é o que elas querem’.
 

Mochilas 

Foto: Luíza Vieira

Uma alternativa aos pais também é o mercado digital que segue com muitas promoções neste período. Mas também é preciso ficar atento, já que as escolas não devem cobrar por materiais de uso coletivo, os quais não devem ser incluídos nas listas. Em caso de qualquer dúvida os responsáveis devem acionar o Procon.
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