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Notícias / Política

29/10/2020 às 09:28

Leitão diz que Taques terceiriza culpa e poderia ter evitado escândalo na Seduc

A fala é uma reposta à declaração de Taques que em entrevista ao programa Política Agora dessa terça-feira (27) disse que saiu do PSDB por conta do escândalo

Eduarda Fernandes

Leitão diz que Taques terceiriza culpa e poderia ter evitado escândalo na Seduc

Foto: Helder Douglas / Playagora

Para Nilson Leitão (PSDB), candidato ao Senado Federal, seu adversário e ex-governador Pedro Taques (Solidariedade) tem mania de terceirizar culpa e poderia ter evitado o esquema de corrupção ligado à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) que veio à tona com Operação Rêmora durante o período em que ele respondia pelo Palácio Paiaguás.

A fala é uma reposta à declaração de Taques, que também disputa a vaga no Senado, que em entrevista ao programa Política Agora de terça-feira (27) disse que saiu do PSDB por conta desse escândalo.

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Já no programa dessa quarta-feira (28), Leitão foi o entrevistado e indagado sobre a colocação de Taques. “Ele tem mania de terceirizar a culpa dele. Ele não é culpado de nada, é um santo homem, né? Ele poderia ter saído do PSDB quando teve o escândalo então. Por que demorou tanto? Ele saiu do PSDB porque não teve a vaga dada a ele para Senado Federal. Essa que é a verdade”, respondeu Leitão.

Apesar da crítica, Nilson diz não ter nada contra Taques, mas vê a justificativa como “conversinha fiada”. “Depois de dois anos vir uma conversa dessa. [...] Ele era o governador, tinha a caneta, poderia ter evitado. Eu não governei, não participei do governo dele, não tive nada no governo dele”, acrescenta.

Leitão comenta que Permínio Pinto Filho, ex-secretário da Seduc e delator do esquema, citou “muito mais” o nome de Taques e ressalta que não responde a nenhuma ação criminal oriunda da delação, motivo pelo qual está muito tranquilo.

O tucano ainda reforça a resposta dizendo que “quem conhece o Pedro sabe que ele nunca aceitou opinião de ninguém de fora”. “Então não vou discutir com o Pedro, tenho respeito. Fui o único que ficou com ele até o último dia do mandato. Ele poderia ter saído depois do mandato. Nós já estamos em 2020, [o mandato] acabou em 2018. Ele tinha 14 partidos apoiando ele, eu fui o único que permaneci até o final, honrei o contrato com ele inteiro, do pedido de voto que fiz em 2014. Ele já saiu do PDT, já saiu do PSDB e, provavelmente, vai sair do Solidariedade daqui a pouco”, concluiu.

Acompanhe a entrevista completa:

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